Dr. Marcos Catizani

Teste de memória: como avaliar o dia a dia de um idoso (Escala de Pfeffer)

Quando surgem falhas de memória em um familiar, é comum a dúvida:

Isso é envelhecimento normal ou pode ser demência?

Embora os esquecimentos chamem atenção, existe um ponto ainda mais importante na avaliação:

Como a pessoa está funcionando no dia a dia.

Como saber se pode ser demência?

Nem toda perda de memória significa demência.
Mas quando essas dificuldades começam a afetar atividades do cotidiano, isso merece investigação.

Alguns sinais de alerta incluem:

  • dificuldade para lidar com dinheiro
  • esquecer de tomar medicamentos
  • se perder em caminhos conhecidos
  • dificuldade para acompanhar conversas
  • maior dependência para tarefas simples

Esses sinais indicam possível comprometimento funcional, que é um dos principais critérios na avaliação de demência

O que é a Escala de Pfeffer?

Escala de Pfeffer é um questionário amplamente utilizado na avaliação de pacientes com suspeita de demência.

Ela serve como um teste funcional, avaliando o impacto das alterações cognitivas na vida cotidiana.

> É respondida por um familiar ou cuidador
> Foca na autonomia do paciente
> Ajuda a identificar sinais precoces de perda de independência.

Ou seja: não avalia apenas memória, mas sim a capacidade de viver com autonomia.

Como interpretar a Escala de Pfeffer?

De forma geral:

– Pontuação baixa → funcionalidade preservada ou alterações leves
– Pontuação mais alta → maior comprometimento funcional

Segundo a literatura, escores acima de determinados valores (geralmente ≥5) podem indicar necessidade de avaliação mais aprofundada.

Importante:
A escala não fecha diagnóstico de demência.
Ela é uma ferramenta inicial de triagem.

Quando fazer um teste de memória?

Você pode considerar realizar essa avaliação quando houver:

  • esquecimentos frequentes
  • mudança no comportamento
  • perda de autonomia
  • dificuldade em atividades habituais

Nesses casos, aplicar um teste como a Escala de Pfeffer pode ajudar a organizar melhor a investigação.

Por que fazer antes da consulta?

Realizar essa avaliação antes da consulta médica pode trazer benefícios importantes:

  • torna a consulta mais objetiva
  • ajuda a entender melhor a evolução do quadro
  • permite comparar resultados ao longo do tempo
  • reduz o risco de subestimar os sintomas

Faça agora a avaliação funcional

Se você está preocupado com a memória ou com o funcionamento diário de um familiar, você pode realizar o teste abaixo:

Avaliação de Funcionalidade – Escala de Pfeffer

 Nem todo esquecimento é demência 

Alterações leves de memória podem fazer parte do envelhecimento.

Mas quando há impacto no dia a dia, é importante investigar com mais atenção. Nesses casos, a avaliação com um geriatra ajuda a entender melhor o quadro.

Avaliar cedo não significa rotular — significa cuidar melhor.

Sobre a avaliação geriátrica

 A avaliação cognitiva faz parte de uma abordagem geriátrica mais ampla, que considera:
  • memória
  • funcionalidade
  • humor
  • condições clínicas
  • uso de medicamentos

Isso permite uma análise mais completa e individualizada.

 
 
 
 
 
 

Durante o acompanhamento, percebo que muitos idosos passam por diversos profissionais sem que as informações fiquem organizadas de forma integrada. Por isso, na 1ª consulta de retorno, entrego um Plano de Cuidados Personalizado: um documento técnico que reúne diagnóstico funcional, histórico clínico, medicações, riscos, sinais de alerta e orientações de manejo à família e à equipe multiprofissional. 

Neste momento, estou oferecendo esse plano sem custo adicional para pacientes em acompanhamento. O Plano engloba:

 
 
 

Este plano fortalece a comunicação entre os profissionais envolvidos no cuidado e promove decisões mais seguras, alinhadas com a realidade e os valores do paciente.